7.12.2008

Frágil

Frágil
Sinto-me frágil
Um vidro com medo de partir.
Uma onda a atrasar-se a quebrar.
Frágil
Sinto-me débil
Um som muito fino que acompanha
Perene o meu pensamento de ti
Umas notas suaves ao piano para não te acordar
Bebendo-te pouco para não estranhares
Um fio esticado com medo de quebrar
Um barco a remos com receio de os perder com o balanço
A minha mão aloja-se em ti contornando o teu corpo
Para que sintas o meu calor sem me expulsares de ti
E um som muito fino ao longe acompanha o meu pensamento.
Sinto-me frágil
Um vidro com medo de partir
Uma lágrima pronta a ser chorada
Só uma metade de mim a sorrir
Sinto-me débil
Uma alma esgotada
Uma menina pequena enamorada
Um corpo que se deixa cair
Tendo-te ainda e sabendo que vou ter de te deixar ir
Bebendo-te pouco para que não me descubras em ti
Tocando-te levemente para que não me expulses de ti
E um som muito fino ao longe acompanha o meu pensamento.
Sinto-me ténue.
Sinto-me tua.
Não me expulses de mim.

1 Comments:

At quarta-feira, 27 agosto, 2008, Blogger Aleph said...

Parabéns pelo poema sensível e intimista. Os parabéns estendem-se também ao blog, um lugar onde vim ter por acaso e do qual gostei.

 

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